Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que só de ouvir falar? Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria.” Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas. Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou daqueles que rolam pedras durante séculos, e não daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo, capacidade de projetar no campo alucinatório as imagens inconscientes.
Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.
Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhares de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza”.
Clarice Lispector
06 setembro 2011
25 julho 2011
22 julho 2011
Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida…
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago…
Tomo a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
21 maio 2011
meio assim sei lá
Irei morar numa república feminia. Mas sendo eu ascendente em touro, mudanças repentinas não me agradam, sobretudo alterações bruscas no meu cotidiano. I love minha rotina! Não gosto quando as coisas começam a tomar outro rumo.
...morar numa república...e os meus vizinhos!? vão sentir minha falta durante a semana?
(Erenilda talvez sim, ela sempre me cumprimenta), e o meu quarto!? o peixinho do aquário...quem vai alimentá-lo!? Àlias quem vai me alimentar!? Não sei fazer feijão...rs Ai, mas é claro que eu vou sentir falta mesmo é dos meus pais! Por isso ando meio assim sei lá, pois estarei em casa apenas nos fins de semana. Eu faço tanto drama por isso.
"Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
...
preciso de todos."
...morar numa república...e os meus vizinhos!? vão sentir minha falta durante a semana?
(Erenilda talvez sim, ela sempre me cumprimenta), e o meu quarto!? o peixinho do aquário...quem vai alimentá-lo!? Àlias quem vai me alimentar!? Não sei fazer feijão...rs Ai, mas é claro que eu vou sentir falta mesmo é dos meus pais! Por isso ando meio assim sei lá, pois estarei em casa apenas nos fins de semana. Eu faço tanto drama por isso.
"Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
...
preciso de todos."
01 fevereiro 2011
Filmes
Durante essas "férias" tenho visto alguns filmes. Deixarei aqui os nomes dos filmes que vi. Com o tempo vou adicionando mais.(É só pra ter uma idéia de quantos filmes eu vi)
* Titanic (tudo bem, tudo bem...Mas eu vi com minhas amigas! Foi divertido e dessa vez nem chorei! Eu estava com muita vontade de assisti-lo novamente. Um tempão que a globo não passa! rs)
* O menino do pijama listrado Vi com minhas melhores amigas (ká, Lu e jackey) aqui em casa. Foi divertida a sessão. O filme é triste fiquei um tempão pensando na história. Antes de dormir fiquei pensando nos garotinhos... morreram de mãos dadas. Que cruel esse filme!!!
* Uma noite em 67 (nem é um filme e sim um documentário do festival de 67! O Edu Lobo tá um gatinho e o Chico Buarque nem precisa comentar, né!? rs!)
* As pontes de Madison ( pensei que fosse chorar vendo esse filme, mas nem chorei. É meio tristonho. Uma história de amor em apenas 4 dias! Eu fiquei emocionada quando a personagem principal tenta sair do carro, onde estava com o marido, para correr atrás do seu grande amor que estava no carro da frente! Ela chora por não ter feito tal ação. "Como uma vida inteira pode se encaixar em apenas 4 dias!?"
* Orgulho e preconceito ( É um filme bonitinho, não tem grandes emoções. A emoção maior fica por conta do cara lindo que diz o seguinte: "Eu a amo ardentemente". Puxa vida! Ele usou o pronome obíquo e ainda um advérvio de modo! Ficaria tão mediano um "eu te amo muito", mas o sujeito foi além! "Eu a amo ardentemente" lindíssimo, não? Acreditem se quiser depois de ouvir isso a donzela ficou metade do filme fugindo do cara!
Ps.: É o único filme de romance que vi que só há uma cena de beijo entre o casal principal! Uma única ceninha lá pro final! rs
* Titanic (tudo bem, tudo bem...Mas eu vi com minhas amigas! Foi divertido e dessa vez nem chorei! Eu estava com muita vontade de assisti-lo novamente. Um tempão que a globo não passa! rs)
* O menino do pijama listrado Vi com minhas melhores amigas (ká, Lu e jackey) aqui em casa. Foi divertida a sessão. O filme é triste fiquei um tempão pensando na história. Antes de dormir fiquei pensando nos garotinhos... morreram de mãos dadas. Que cruel esse filme!!!
* Uma noite em 67 (nem é um filme e sim um documentário do festival de 67! O Edu Lobo tá um gatinho e o Chico Buarque nem precisa comentar, né!? rs!)
* As pontes de Madison ( pensei que fosse chorar vendo esse filme, mas nem chorei. É meio tristonho. Uma história de amor em apenas 4 dias! Eu fiquei emocionada quando a personagem principal tenta sair do carro, onde estava com o marido, para correr atrás do seu grande amor que estava no carro da frente! Ela chora por não ter feito tal ação. "Como uma vida inteira pode se encaixar em apenas 4 dias!?"
* Orgulho e preconceito ( É um filme bonitinho, não tem grandes emoções. A emoção maior fica por conta do cara lindo que diz o seguinte: "Eu a amo ardentemente". Puxa vida! Ele usou o pronome obíquo e ainda um advérvio de modo! Ficaria tão mediano um "eu te amo muito", mas o sujeito foi além! "Eu a amo ardentemente" lindíssimo, não? Acreditem se quiser depois de ouvir isso a donzela ficou metade do filme fugindo do cara!
Ps.: É o único filme de romance que vi que só há uma cena de beijo entre o casal principal! Uma única ceninha lá pro final! rs
22 dezembro 2010
A dona da História

"Não é concidência demais o amor de sua vida aparecer justo na sua vida?"
A dona da história
Eu amo esse filme! Tô doida pra vê-lo novamente!
18 novembro 2010
O que será ( à flor da pele)

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta os olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida nem nunca terá
O que não tem remédio nem nunca terá
O que não tem receita...
O que será que será,
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá,
O que não tem limite...
O que será que me dá,
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá,
O que não tem juízo...
Essa canção do Chico abre um leque de interpretações, como muitas outras do compositor. Daí me questiono: "O que é o que será da música?"
Li diversas interpretações na internet que apontam que tal melodia fala da ditadura militar brasileira, amor, ódio, sexo, religião, angústia e assim vai...
Dentre as que li uma me chamou atenção, pois falava que a letra marcava alguns pontos do conceito do ID de Freud. Nessa letra é como se o indivíduo tivesse impulsos, instintos (caracterizados como ID )que vão contra ao juízo de realidade (EGO) daí é necessário que haja a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo assim de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos (Superego). Bem, foi isso o que li...Acho essa letra bem confusa e acho que nunca vou entendê-la, pois tudo se encaixa nela, parece que fala de tudo ao mesmo tempo e eu fico sem entender nada. rs.
PS.: O Chico tá um pão nessa foto! Ui!rs
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