Meu coração
Que você sem pensar
Ora brinca de inflar
Ora esmaga
Chico Buarque
Dia 02/02 verei o Chico Buarque cantar SÓ pra mim!!!rs
01 janeiro 2012
Let It Be
Para o ano de 2012 tomo como receita a música Let it be dos The Beatles.
Nesse ano que tá nascendo nem tracei muitos planos, pois já notei que quando eu os faço, anoto em um bilhetinho qualquer e guardo na gaveta. Daí só prometi a mim mesma estudar mais, estudar mais inglês e ler mais. Prometi também alfabetizar meu priminho e o amiguinho dele. Essas são minhas metas para 2012. No mais, eu deixo estar.
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Whisper words of wisdom:
Let it be
Nesse ano que tá nascendo nem tracei muitos planos, pois já notei que quando eu os faço, anoto em um bilhetinho qualquer e guardo na gaveta. Daí só prometi a mim mesma estudar mais, estudar mais inglês e ler mais. Prometi também alfabetizar meu priminho e o amiguinho dele. Essas são minhas metas para 2012. No mais, eu deixo estar.
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Whisper words of wisdom:
Let it be
03 dezembro 2011
20 novembro 2011
15 novembro 2011
10 outubro 2011
Tudo estava igual como era antes?
Hoje li minhas postagens antigas...
Tanta coisa que eu quiser ser e não fui. Tanta coisa que era pra ser mas não foi.
Umas postagens eu comento do vestibular, dos livros que li, das músicas que ouvia, uns escritores que lia.
Meu poeta predileto hoje não é mais o Casimiro de Abreu .Faz um tempo que não ouço Belchior. Eu tô cursando Letras e não Psicologia. Não fiquei mais de um mês na República.
"Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei"
Tanta coisa que eu quiser ser e não fui. Tanta coisa que era pra ser mas não foi.
Umas postagens eu comento do vestibular, dos livros que li, das músicas que ouvia, uns escritores que lia.
Meu poeta predileto hoje não é mais o Casimiro de Abreu .Faz um tempo que não ouço Belchior. Eu tô cursando Letras e não Psicologia. Não fiquei mais de um mês na República.
"Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei"
06 setembro 2011
O milagre das folhas
Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que só de ouvir falar? Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria.” Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas. Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou daqueles que rolam pedras durante séculos, e não daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo, capacidade de projetar no campo alucinatório as imagens inconscientes.
Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.
Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhares de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza”.
Clarice Lispector
Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.
Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhares de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza”.
Clarice Lispector
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